Natália Martins supera surdez e retorna a seleção brasileira de vôlei

Primeira jogadora de vôlei com deficiência auditiva a competir profissionalmente no Brasil, supera surdez e ganha uma nova chance no grupo de José Roberto Guimarães.

Nascida em Lorena, cidade do interior de São Paulo, com 4 anos de idade foi diagnosticada com um grave problema auditivo. As dificuldades que tinha em escutar quando chamavam seu nome e a necessidade de escutar musica muito alta começaram a preocupar sua mãe. Exames apontaram que Natália Martins tinha mesmo perdido 70% da audição. Com 6 anos de idade começou a usar aparelhos auditivos e aos 11 anos já estava se aventurando no mundo esportivo.

“Tive 70% de perda de audição nos dois ouvidos. Com seis anos comecei a usar aparelho auditivo e não parei mais ”

O uso do aparelho auditivo em um dos ouvidos trouxe som e novos rumos a vida da central, que hoje com 29 anos e 1,86m de altura, vive sua melhor fase. Depois de se destacar na Superliga 2013/2014, a primeira jogadora com perda auditiva a competir profissionalmente no Brasil voltou a ganhar chance na seleção.

Natália Martins está no grupo convocado para treinar visando o Torneio de Montreux, de 27 de maio a 1 de junho na Suíça. Enquanto aguarda a confirmação para a lista oficial da competição, aproveita a experiência de estar ao lado do treinador tricampeão olímpico.

Natália Matins

Do outro lado, Zé Roberto frisou que o problema auditivo em nada atrapalha dentro de quadra e até revelou uma “malandragem” da central para escapar das broncas.

– Ela ouve naturalmente. Não atrapalha o treinamento. Mas ela é danada. Ela diminui o volume do aparelho quando vai tomar bronca. É a única coisa. O resto é normal. Tratamos como uma jogadora normal, e não como uma jogadora que tem um problema auditivo – reforçou Zé Roberto.

A meio de rede do Praia clube se defende das “provocações” do treinador, e explica que com o aparelho as vezes o volume fica muito alto. Porém alega que não usa mais desse artifício:

– Não faço isso mais. Antes eu tinha um aparelho que me incomodava quando tinha muita gente falando. Então, desligava. Eu avisava para as meninas do meu time que estava desligando, e elas me ajudavam. Mas, com esse novo aparelho, não tem como fazer. Se eu desligar, a pilha pode cair, é complicado. Agora eu escuto as broncas.

Fonte: Globo.com

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